Nego Véio
Cadastrado em 16/01/2026
Data:
2025
Tipo de obra:
Pintura
Técnica:
Acrílica sobre tela
Dimensões:
A 0,30 x L 0,40
Localização:
Cor primária:
Cor secundária:
Descrição:
"Nego Véio" é uma homenagem afetuosa e vibrante ao companheiro de longa data, Baduc - um cão que envelheceu ao lado da família, deixando marcas profundas de lealdade, presença e amor silencioso.
A obra traduz essa memória afetiva através de um corpo geométrico, construído em planos facetados de tons grafite, preto e cinza, dando ao animal uma aura quase escultural, forte e indomável, como se sua essência permanecesse intacta no tempo.
O cenário, composto por campos verdes, céu rasgado em azuis e violetas, e faixas de luz amarelas, cria a sensação de movimento e liberdade - como se Baduc corresse não apenas na paisagem, mas através das lembranças, sempre vivo no coração de quem o amou.
Há energia, saudade e celebração: um retrato não só do cão, mas da memória que ele deixou.
Uma obra que transforma perda em beleza.
Nego Véio é uma pintura feita de convivência.
Não fala de perda repentina, nem de ausência dramática - fala de tempo vivido.
O título nasce desse afeto simples e verdadeiro: um apelido dito com carinho, respeito e intimidade, como se fala de alguém da casa.
A imagem não busca o retrato fiel, mas a presença. O corpo do cão carrega o peso sereno dos anos, e o olhar parece saber mais do que diz. Há quietude na composição, uma espécie de pausa, como se tudo estivesse exatamente onde deveria estar. Nada é urgente. Nada precisa provar nada.
Nego Véio fala de lealdade silenciosa, de rotina compartilhada, de companhia sem cobrança. É uma pintura sobre o envelhecer com dignidade, sobre permanecer até o fim, sobre estar - simplesmente estar.
Mais do que memória, a obra é um agradecimento. Um registro de quem caminhou junto por muito tempo e deixou marcas que não se apagam com a ausência.