Minha produção artística investiga as fronteiras invisíveis da realidade aparente e do conhecimento, cruzando as esferas do Misticismo, do Espiritualismo e da Ciência Quântica. Através de representações que flertam com o Conspiracionismo Global, o meu intento é materializar, por técnicas mistas que utilizam, principalmente, combinações entre metais, resinas/ fiberglass, concretos, gessos e ceras, os mistérios que envolvem as narrativas da História da Humanidade. Meu trabalho funciona como um mapeamento visual minucioso de símbolos e imagens, transformando teorias complexas e segredos históricos em composições estéticas enigmáticas, um tanto quanto polêmicas e desconfortantes.
O processo criativo se desenvolve, majoritariamente, a partir de rigorosas pesquisas bibliográficas, iconográficas e imagéticas onde mesclo componentes científicos e pseudocientíficos para construir cenários e ou figuras ambíguas, e por vezes, ilógicas que podem se correlacionar. Utilizo aproximações difusas e confusas entre elementos, cenográfica e contextualmente, humanizados, para criar uma atmosfera de tensão e descoberta. Cada obra é construída como um enigma visual, onde a escolha dos já citados materiais, que são processados a frio e ou a quente, me permite sobrepor camadas de significados ou revelações indiretas, convidando o observador atento a decifrar as conexões simbólicas ocultas em cada detalhe da composição semiótica da mesma, o que vincula uma obra de arte a outra.
O propósito central da minha obra é provocar um questionamento profundo sobre o movimento evolutivo e involutivo da consciência humana incidentes nas limítrofes daquilo que aceitamos como verdade ou mentira e certo ou errado. Ao trazer para o campo das Artes Visuais debates que transitam entre as Ciências, as crenças, como um todo, e o desconhecido, pretendo despertar o estranhamento, a curiosidade, a investigação e o silêncio genuíno. Minhas criações não buscam oferecer respostas definitivas ou mastigadas, ou ainda, ideias fixas ou previsíveis - em qualquer noção de tempo - ao âmbito das trivialidades sociais (o que é clichê entre artistas pré-moldados), mas sim, atuar como portais visuais que estimulam o público a olhar além da superfície e a refletir, efetivamente, sobre as forças invisíveis que manifestam a nossa percepção de mundos ou que permeiam versões de realidades.
Presente na plataforma da maior comunidade artística do Brasil - Instituto Arttere - sendo, também, uma das maiores da América Latina https://www.arttere.com.br/artistas/1966/satega-sanco Satega Sanco, expõe ao lado de Produções Artísticas mundiais de destaque, obras esculturais que mexem com o imaginário e com a crítica daqueles que sentem a mecânica das turbulências mentais persistentes, convidando-os a momentos plenos de olhar atento, respiração percebida e silêncio ancorado.